De onde veio a ida


A ida venta e volta

E envolta a ida veste

Vestido verde e em volta

Vistosa a ida investe

De volta a ida aposta

Que agora apenas preste

Se a ida não mais volta

Se vida não lhe reste


Feliz


Feliz
De fato feliz
Num tempo feliz
Agora condiz
Sorriso no rosto
Lamparinas de natal
Horário de verão
Quem diz?
O inverno acabou e o Rio nasce
Na praia, no céu, nos corpos suados
Nem lembro do shopping na terça apagado
O samba comendo de modo feliz
Agora é assim
Até o carnaval acabar
Aqui só serei
Como todo carioca
Feliz

Est ética


A veste é borda
Estética
A compra é simples
Aritmética
No cheque a quimera
Cética
Pra esta moça
Atlética
Que anda esquecida
Disléxica
Da vida impune
Poética

Como uma música engrandece com ele...

Tirsteza


E quando fere a carne sente o lado das artérias
No passo fundo a mão soca dentro da ferida
Pedindo espaço agora que a catarse é inócua
Soltando medo feito urano sobre a matéria
E a bomba solta sangue pelo corpo que é ouvinte
Enquanto o choro faz-se mediante a lacuna
No mesmo instante tudo se transforma em tons de cinza
Desta tristeza que é o infinito que se apruma

Um Sonhador

Tá lá outro vídeo do show que fiz no Espaço Rio Carioca. Tem mais lá no meu myspace.
www.myspace.com/mauriciocoutinho

Espero que gostem!

Em tempo

Nesta última madrugada fiquei a ver navios, ou melhor, fotos! Minha memória é mesmo uma merda...quanta coisa vivida! As fotos prendem os sorrisos e os momentos bons que passam assim quase invisíveis.